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as últimas folhas dos plátanos de terena


ao fundo vejo o castelo ou o que dele resta. quando o iniciaram não se sabe, se os Arrudas lhe traçaram a torre de menagem...resta confiar. está só e mesmo com o casario por perto não se casa. no livro do Duarte de Armas ...lá está! eu que por aqui ando vou-me entretendo a fixá-lo. é o que nos resta é o que se faz!

…se de facto vi o que registei ou se apenas registei o que senti!

os céus nublados sempre me interessaram pela semântica que arrastam… 
com estes apontamentos frios apenas rasgo o silêncio das horas. de todas as horas. a torre sugere-me uma qualquer sentinela atenta ali quedada desde sempre. depois aquela  língua de verde que surge antes do horizonte não é tão firme quanto qualquer pedaço de terra deve ser. flutua na indecisão a qual dos mundos deve pertencer se ao etéreo, solto e leve ou se ao pesado e de firmes ancoras, terreno. nesse embalo fico eu a duvidar se de facto vi o que registei ou se apenas registei o que senti…