as últimas folhas dos plátanos de terena


ao fundo vejo o castelo ou o que dele resta. quando o iniciaram não se sabe, se os Arrudas lhe traçaram a torre de menagem...resta confiar. está só e mesmo com o casario por perto não se casa. no livro do Duarte de Armas ...lá está! eu que por aqui ando vou-me entretendo a fixá-lo. é o que nos resta é o que se faz!

desenho lápis de cor


não sei porque os gnomos adoram os caracóis. mas eu sei porque gosto dos corvos. e, das pegas também!a diferença reside na invisibilidade. Os gnomos são invisíveis e sabemos da sua existência  apenas pela nossa visibilidade. já daqueles moluscos da espiralada concha sabemos tudo, inclusive comê-los! mas são tão diferente das lesmas. se se pensar bem entende-se melhor a possível irmandade dos ditos com os corvídeos. não houvesse razão maior poderíamos afirmar: ambos usam o pulmão para respirar a irmandade pela necessidade de se respirar. nós ainda respiramos, pouco. questão de taxamento. a respirarmos tudo ou mesmo muito seria inevitável o imposto. o corte das vulgares cantigas. a pega  e o corvo não cantam. o gnomo e o caracol, não cantam, mas Paracelso que  tudo sabe sobre nunphis,sylphis, pymaeis e afins bem poderia  explicar porque os corvos e as pegas não cantam. é suíço, logo fiável. fiáveis não são as praxes no Meco, as ondas nada sabem de praxes, de gnomos, e das penas corvídeas. sabem de si e de e de outras ondas, das  que vindas  lá de trás, de longe, as  empurram para explodiram tumultuosas em cada praia.. tumultuosos não são os caracóis. mas são as pegas, os corvos e os gnomos no seu afã de descobrir estalactites de belo efeito.gnomos e caracóis,  pegas e corvos e alguém que se lembra de escrever sobre nada. eis aqui o texto. espraiei-me nele e não fui empurrado!

"carnaval 13"






série de desenhos a pastel / giz escolar sobre papel realizados a partir de recolha fotográfica realizada no desfile carnavalesco do agrupamento de escolas de borba. lembrei-me da interpretação do Rousseau e da sua interpretação sobre o carnaval " Uma noite de Carnaval" do "enterro da sardinha" do Goya e da série "los disparates" série de interpretação curiosa e muito peculiares na e da observação imaginativa sobre o grotesco, o carnaval e particularmente a estampa nº14 "disparate de carnaval"... embora nestas minhas interpretações apenas me interesse representar a alegria, a vida plena, a transformação operada de cada mascarado no apelo particular à subtração da realidade! interpretar cada na sua máscara é um exercício interessante e difícil, mas quando resulta é extraordinário... fui à procura disso.

YOU TALKIN´ ME?



…exatamente porque a casualidade quase sempre resulta  e a ficção deixa de o ser aqui  registo este You talking to me? de uma pega rabuda que me teima em desafiar da  janela do atelier…o seu autoconvencimento reflexo e reflexivo não lhe basta. Acabou por me seduzir para um momento mesmo não sendo eu o Scorsese nem ela o de Niro!
atelier 12mai13

Alentejo...